EGW-NewsA Valve enfrenta um processo em Nova York por suposta prática de jogos de azar ilegais através de loot boxes em jogos.
A Valve enfrenta um processo em Nova York por suposta prática de jogos de azar ilegais através de loot boxes em jogos.
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A Valve enfrenta um processo em Nova York por suposta prática de jogos de azar ilegais através de loot boxes em jogos.

A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, processou a Valve Corporation, alegando que a desenvolvedora de videogames promove jogos de azar ilegais. O processo, aberto em 25 de fevereiro de 2026, afirma que os jogos populares da Valve, incluindo Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2, incentivam os usuários, muitos dos quais adolescentes ou menores de idade, a se envolverem em jogos de azar. O cerne do processo contra a Valve por jogos de azar ilegais se concentra no recurso do jogo conhecido como "loot box" (caixa de itens), que, segundo o Gabinete da Procuradora-Geral, viola as leis de jogos de azar de Nova York e pode causar danos significativos. O estado busca impedir permanentemente a Valve de usar esses recursos em seus jogos e exigir que a empresa pague indenizações e multas por suas práticas.

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Como sabemos, essa ação judicial surge em meio ao crescente escrutínio global sobre a mecânica das loot boxes. O Brasil promulgou uma nova lei, em vigor desde março de 2026, que proíbe a venda de loot boxes para menores de 18 anos, exigindo que os desenvolvedores as removam de jogos que não sejam classificados para maiores de 18 anos. Essa medida segue uma decisão da Comissão Federal de Comércio dos EUA contra a Cognosphere, editora de Genshin Impact, por enganar crianças com as probabilidades das loot boxes, o que também resultou na proibição da compra desses itens por adolescentes sem o consentimento dos pais. Essas medidas sinalizam um crescente movimento internacional para regulamentar essa prática.

“O jogo ilegal pode ser prejudicial e levar a sérios problemas de dependência, especialmente entre os jovens. A Valve lucrou bilhões de dólares permitindo que crianças e adultos jogassem ilegalmente em busca de valiosos prêmios virtuais. Esses recursos são viciantes, prejudiciais e ilegais, e meu gabinete está processando a Valve para impedir sua conduta ilegal e proteger os nova-iorquinos.”

— Letitia James

O processo descreve a abertura de uma caixa de itens no jogo mais popular da Valve como semelhante a uma máquina caça-níqueis, com direito a uma roda giratória animada que para em um prêmio específico. Entendo que o mecanismo descrito se baseia no pagamento de uma chave ou acesso para abrir um contêiner virtual, revelando um item cosmético aleatório. Esses itens, que incluem coisas como skins artísticas para armas ou chapéus para o personagem do jogador, não têm nenhuma funcionalidade direta no jogo. Seu valor deriva de sua raridade, com a Valve definindo intencionalmente as probabilidades para tornar alguns itens muito mais difíceis de ganhar do que outros. Essa escassez criou um mercado secundário onde os itens podem ser extremamente valiosos.

A Valve enfrenta processo em Nova York por suposta prática de jogos de azar ilegais através de loot boxes em jogos.

O valor desses itens virtuais, particularmente as skins do Counter-Strike, aumentou significativamente nos últimos anos. Isso atraiu especuladores e investidores que os veem como ativos digitais potencialmente lucrativos. Em março de 2025, relatórios indicavam que o mercado de skins do Counter-Strike havia ultrapassado US$ 4,3 bilhões. Embora muitos itens sejam vendidos por valores menores, os mais raros podem alcançar milhares de dólares online. Um relatório de junho de 2024 citou uma skin de arma AK-47 vendida por mais de US$ 1 milhão, destacando o imenso valor monetário atrelado a esses bens virtuais.

A Valve permite que os usuários convertam esses itens virtuais em valor monetário por meio de dois canais principais. Os usuários podem vender itens no Mercado da Comunidade Steam da própria Valve, onde os lucros podem ser usados para comprar outros jogos, hardware ou itens virtuais na plataforma. O segundo método envolve conectar suas contas da Valve a mercados de terceiros, onde os itens podem ser vendidos diretamente por dinheiro. A investigação do Gabinete do Procurador-Geral constatou que a Valve não apenas facilita, como também auxilia esses mercados de terceiros em suas operações, reforçando a ligação entre itens de jogos e moeda do mundo real.

Pedidos gerais feitos à Valve no processo:

  • Pare definitivamente de violar as leis de jogos de azar de Nova York.
  • Preste contas de todo o dinheiro perdido pelos consumidores em Nova Iorque.
  • Providencie a restituição integral e o pagamento de indenizações aos consumidores afetados.
  • Devolva todos os lucros obtidos com as alegadas práticas ilegais.
  • Pagar uma multa equivalente a três vezes o valor obtido com essas práticas.
  • Cobrir todos os custos associados ao processo judicial.

O processo judicial apresentado em Nova York busca medidas específicas e substanciais do tribunal. O estado solicita uma liminar permanente para impedir a Valve de violar as leis de Nova York, incluindo as leis relacionadas a jogos de azar. Também pede que o tribunal ordene à Valve que apresente um relatório de todas as perdas financeiras sofridas pelos consumidores em Nova York devido a esses supostos atos ilegais e que forneça restituição e indenização integral. Além disso, o estado pede o ressarcimento de todos os lucros obtidos pela Valve com essas práticas e que a empresa pague uma multa equivalente a três vezes o valor de seus ganhos. A petição inicial solicita que a Valve arque com as custas judiciais e que o tribunal conceda qualquer outra medida que julgar justa e adequada.

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Este processo judicial está sendo conduzido pelos Procuradores-Gerais Adjuntos Marc Montgomery e Alexandra Hiatt, pelo Conselheiro Sênior de Fiscalização Jordan Adler, pela Chefe do Departamento de Internet e Tecnologia Kim Berger e pelo Chefe Adjunto do Departamento Clark Russell. A ação faz parte de uma série de esforços mais amplos da Procuradora-Geral James para proteger os jovens online, que inclui a defesa da Lei SAFE for Kids para restringir conteúdos viciantes em redes sociais e a condução de processos contra plataformas como Meta e TikTok por danos à saúde mental. Até o momento do anúncio, a Valve Corporation não havia emitido uma resposta pública ao processo.

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