Promoção da PlayStation sobre a aldeia do Ébola gera confusão e reacções negativas
Ebola Village ressurgiu num local inesperado. O jogo de terror de sobrevivência, amplamente criticado pela sua semelhança com a série Resident Evil da Capcom, está agora a ser promovido pela PlayStation antes do seu lançamento para a PlayStation 5, previsto para 23 de janeiro. O trailer apareceu no canal oficial da PlayStation no YouTube, colocando o título perante uma audiência global e provocando um novo escrutínio das normas da Sony em matéria de lojas.
Desenvolvido por um estúdio que opera sob o nome Indie_Games_Studio, Ebola Village apresenta-se como um "jogo clássico de terror de sobrevivência dos anos 90 com foco na atmosfera e na imersão do jogador". Desde o seu aparecimento inicial, o jogo chamou a atenção menos pela sua mecânica do que pela forma como se espelha diretamente em Resident Evil, incluindo a utilização de um tipo de letra semelhante na sua arte principal. Essa semelhança manteve-se no centro da discussão à medida que o jogo se expandia para além do PC.
A versão Steam foi lançada em maio e suscitou imediatamente preocupações. A sua página na loja contém frases estranhas atribuídas a erros de tradução, juntamente com arte descrita como proveniente de uma "rede neural", apesar de parecer ter sido gerada por inteligência artificial. A página também inclui um aviso que aconselha os jogadores com uma "psique fraca" a evitar o conteúdo do jogo. A utilização do termo "Ébola" no título perturbou ainda mais os jogadores, dada a história e a gravidade do vírus no mundo real, incluindo a sua transmissão através de fluidos corporais e a sua elevada taxa de mortalidade em regiões sem acesso a tratamento.
Apesar destes sinais de alerta, o trailer da PlayStation posiciona Ebola Village como um lançamento normal. As imagens destacam combates na primeira pessoa e aldeões hostis empunhando machados e serras eléctricas. Várias cenas fazem lembrar sequências de Resident Evil 4, incluindo inimigos cujas cabeças se rompem para revelar organismos parasitas semelhantes a Las Plagas. Os paralelismos vão para além da estrutura e da linguagem visual, deixando pouco espaço para interpretações como homenagem ou paródia.
A reação ao envolvimento da PlayStation foi rápida. Um comentador escreveu:
"Uma conta oficial da PlayStation a publicitar um jogo de treta genuinamente rip-off pode ser um novo mínimo".
Outro acrescentou:
"O que estamos a fazer aqui, meu?"
Ambas as reacções reflectem uma frustração mais generalizada com o volume crescente de títulos de baixa qualidade ou derivados que aparecem nas principais lojas digitais, muitas vezes com uma supervisão mínima.

A decisão de promover Ebola Village suscitou questões sobre a forma como os trailers são controlados antes de serem publicados nos canais oficiais. A Sony não comentou o processo de seleção, nem explicou por que razão foi dada visibilidade a um título com uma apresentação tão controversa, juntamente com lançamentos de maior visibilidade. A ausência de explicações apenas aumentou a especulação de que estão a ser utilizadas condutas automatizadas ou minimamente revistas para gerir o volume de conteúdos recebidos.
O lançamento de Ebola Village para a PlayStation 5 continua agendado para 23 de janeiro. Ainda não se sabe se a atenção gerada pela controvérsia se traduz em vendas, mas o episódio já reacendeu o debate sobre a responsabilidade da plataforma, a moderação de conteúdos e a linha entre inspiração e imitação no desenvolvimento de jogos.
Lê também sobre o alinhamento PlayStation Plus de janeiro de 2026, liderado por Need for Speed Unbound juntamente com Disney Epic Mickey: Rebrushed e Core Keeper. Os três títulos estarão disponíveis para os subscritores da PlayStation 4 e da PlayStation 5 de 6 de janeiro a 2 de fevereiro.
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